sábado, 22 de outubro de 2011

Joaquim Carreira

A pura dedicação à luta dos trabalhadores

Testemunho de Carlos Brito

Conheci o Joaquim Carreira na cadeia da PIDE de Caxias, na minha terceira prisão, em 1959.

Nessa altura, as cadeias da PIDE estavam superlotadas pelas centenas de prisões efectuadas no rescaldo da campanha de Humberto Delgado e em consequência da repressão das greves políticas de protesto contra a burla eleitoral que roubou a vitória ao General.

Na própria sala onde nos juntámos, a PIDE tinha concentrado mais de uma dezena de funcionários do PCP, contra tudo o que era habitual por causa do receio das fugas.

Lembro-me que apesar de ali se encontrarem destacados dirigentes comunistas como José Magro e Rogério de Carvalho, a figura do jovem revolucionário louro, chamado Joaquim Carreira, dava nas vistas logo no primeiro contacto.

Percebi que isso acontecia, porque não era homem para ficar calado, mesmo quando os mais velhos sentenciavam, e sobretudo pela veemência com que se pronunciava.

Apesar de haver entre nós uma certa diferença de idade, ele mais velho, éramos os dois dos mais novos da sala, embora já com bastante experiência e responsabilidades partidárias. Criámos com um outro camarada, também dos mais novos, um grupo de animação cultural e humorística que semanalmente arrancava com um serão em que depois todos participavam. Foi assim que além de camaradas nos tornámos amigos e partilhamos confidências. Nas falas dele, o filho Alberto vinha sempre à baila e um dia também veio o nome da mãe, Fernanda Tomaz, sua companheira e por quem estava visivelmente apaixonado. Foi então a minha vez de lhe dizer que a Fernanda tinha um imenso prestígio e deixou grandes saudades entre os estudantes de esquerda de Lisboa, quando passou à clandestinidade, muito nova, no início dos anos cinquenta.

O Joaquim Carreira também passou à clandestinidade muito novo, pouco mais do que adolescente, e fez um percurso especialmente duro nos quadros do PCP, passando pelas tipografias, incluindo como tipógrafo, e também na qualidade de funcionário de organização em zonas bastante tocadas pela PIDE. Mas ele falava com uma certa vaidade desta dureza que fazia parte daquilo que entendia ser a condição de revolucionário. Tinha esta condição entranhada no espírito, desde criança dizia, como verdadeiro filho do proletariado da Marinha Grande, pois assim se considerava e assim falava das lutas dos operários do vidro, comovendo-se até às lágrimas.

Quando lhe nasceu o filho pôs-lhe, é claro, o nome de Alberto, que era o pseudónimo partidário de José Gregório, operário marinhense dos mais ilustres, participante do 18 de Janeiro, e que foi um dos principais dirigentes do PCP desde da reorganização do início dos anos quarenta até quase aos meados dos anos cinquenta, altura em que adoeceu gravemente.

Joaquim Carreira foi preso em 1958, num momento em que a PIDE raivosa com o crescimento da oposição ao regime estava a aplicar a tortura do sono até ao limite da sobrevivência. Carreira foi submetido a este suplício extremo durante vários dias e noites e a PIDE tudo fez para o vergar. Não conhecia a têmpera do revolucionário que tinha pela frente, que tudo enfrentou com a maior coragem, recusando-se a fazer qualquer declaração.

Em princípios de 1960, fizemos parte, ambos, do grupo de funcionários do Partido que a PIDE enviou para Peniche, mesmo sem estarmos julgados, o que era anormal, para ocuparmos as celas deixadas vazias pela fuga de Álvaro Cunhal e dos outros dirigentes do PCP..

Fomos submetidos durante anos a um regime de perseguição vingativa que se traduzia na frase que nos foi transmitida pelo chefe dos Guardas logo à chegada: «é proibido tudo aquilo que não for expressamente autorizado.»

Era proibida qualquer espécie de solidariedade entre os presos, sob o pretexto da liquidação da «comuna»; era proibida qualquer contacto com as camas desde os apitos da alvorada até aos apitos do recolher, a pretexto de os lençóis terem sido usados pelos fugitivos para fazer cordas; em regime celular de isolamento, éramos sujeitos a «convívios» em que era proibido falar; era proibida e entrada de livros que não fossem manuais escolares do ensino oficial, salvo autorização especial do director.

A propósito destas autorizações, o Joaquim Carreira foi o protagonista de um episódio que refiro num dos meus livros. Fez um requerimento ao director para poder receber um livro da história da Grécia, que tratava do período do Helenismo. O director não autorizou. O Carreira reclamou e pediu-lhe uma entrevista. O director acedeu para lhe dar uma lição, dizendo:

«Eu aprecio que os senhores se instruam para a futura reinserção na sociedade quando terminarem o vosso castigo. Mas não percebo que interesse tem para um operário um livro sobre o helenismo. Lá diz o evangelho: “não suba o sapateiro acima do chinelo.»

O Carreira respondeu-lhe: «Eu não sei se senhor director lê jornais, mas se lê há-de reparar que no tempo das revoluções socialistas, que é o nosso, os operários tem um papel no mundo que nada tem a ver com o sapateiro do evangelho.» O director remoeu e passados uns dias autorizou o livro, talvez

para mostrar que lia jornais.

Mas nem sempre as coisas acabavam assim. De espírito naturalmente rebelde e independente, chocava-se permanentemente com a teia de proibições que nos cercava e lá vinham os gritos e as admoestações dos guardas e os castigos do chefe que lhe infernizavam a vida. Nunca, porém, virava a cara aos perigos.

Como se sabe, em qualquer cadeia e fosse qual fosse o regime, os comunistas organizavam-se clandestinamente. Em Peniche funcionava uma organização prisional, com a sua direcção e organismos em todos os sectores prisionais, que os carcereiros queriam manter separados em compartimentos estanques. Uma das principais tarefas era a manutenção das ligações desta rede organizada, o que implicava imaginação e riscos. Pois o destemido Carreira queria sempre chamar a si esta tarefa.

Enquanto estivemos juntos em Peniche constituímos os dois, com um terceiro camarada que foi alterando, o organismo partidário do nosso sector. Este além de dirigir a luta prisional no sector, em ligação com a direcção, tinha que pronunciar-se sobre quadros, apreciar

informações sobre o porte na polícia, intervir na solução de problemas humanos dos camaradas sob o nosso controlo. Conheci por isso muito bem as concepções do Carreira. O que mais me surpreendia é que ele conciliava aquela maneira veemente e frontal de intervir, às vezes até um pouco rude, com uma enorme compreensão pelas dificuldades alheias, ausência de sectarismo e grande independência de opinião, o que obrigava a discussões demoradas e a que as decisões nunca fossem burocráticas.

Ele saiu da cadeia uns largos meses, antes de eu próprio ser posto em liberdade. Quando sai, mal contactei os camaradas em Lisboa, foi-me transmitido o convite para um piquenique por ele organizado na Marinha Grande. Desrespeitando as normas da liberdade condicional em que me encontrava, não hesitei e lá fui. Realizou-se um dia de excelente e encorajadora confraternização de ex-presos políticos e outros camaradas. O melhor de tudo foi ver que o Carreira reorganizava a sua vida na companhia da Rosinda.

Passado pouco tempo depois de libertado, eu passei de novo à clandestinidade e só nos voltámos a ver após o 25 de Abril. Na última vez que estive na Marinha Grande referiu-me com amargura as suas crescentes dificuldades com o Partido. Não me admirei, eu próprio também as tinha, mas pensei que, no caso do Carreira, o Partido levaria em conta a sua vida, que foi de pura dedicação à luta dos trabalhadores.

Como conclusão deste testemunho, é preciso, no entanto, dizer mais:

Revolucionário desde menino, como ele próprio se considerava, Joaquim Carreira foi um comunista a vários títulos exemplar.

Aliava a grande firmeza de convicções à larga abertura para as opiniões alheias; tinha inabaláveis certezas quanto ao futuro comunista da sociedade humana, mas não resistia a interrogar-se sobre as grandes etapas da marcha para esse futuro; entregou desde muito cedo a sua vida ao PCP, mas por isso mesmo tinha em relação a actividades deste uma permanente e salutar apreciação crítica e autocrítica; conservou até ao fim da vida uma lúcida independência de opinião, que é um valor revolucionário dos mais importantes.

Carlos Brito

terça-feira, 14 de junho de 2011

Hasta Siempre

Hasta Siempre Comandante

"O socialismo não é uma sociedade beneficente,não é um regime utópico, baseado na bondade do homem como homem.O socialismo é um regime a que se chega historicamente e que tem por base a socialização dos bens fundamentais de produção e a distribuição eqüitativa de todas as riquezas da sociedade, numa situação de produção social.Isto é,a produção criada pelo capitalismo: as grandes fábricas, a grande pecuária capitalista, a grande agricultura capitalista,os locais onde o trabalho humano era feito em comunidade, em sociedade; mas naquela época o aproveitamento do fruto do trabalho era feito pelos capitalistas individualmente, pela classe exploradora, pelos proprietários jurídicos dos bens de produção."

segunda-feira, 9 de maio de 2011

terça-feira, 8 de março de 2011

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Nos 50 anos do inicio da Luta Armada, do Povo Angolano, contra o regime Colonial e Fascista de Portugal...

Havemos de voltar

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Ás casas, às nossos lavras
às praias, aos nossos campos
havemos de voltar

Às nossos terras
vermelhas de café
brancas de algodão
verdes dos milharais
havemos de voltar

às nossas minas de diamantes
ouro, cobre, de petróleo
havemos de voltar

Aos nossos rios, nossos lagos
às montanhas, às florestas
havemos de voltar

À frescura da mulemba
às nossas tradições
aos ritmos e às fogueiras
havemos de voltar


À marimba e ao quissangue
ao nosso carnaval
havemos de voltar

À bela pátria angolana
nossa terra, nossa mãe
havemos de voltar

Havemos de voltar
À Angola libertada
Angola independente Agostinho Neto, 1º Presidente de Angola Independente

Cadeia do Aljube de Lisboa
Outubro de1960

domingo, 23 de janeiro de 2011

domingo, 21 de novembro de 2010

Peniche - Sobre a Fuga de 61

Até sempre Camarada

Segundo um comunicado do PCP, Joaquim Gomes era "um dos mais destacados dirigentes comunistas da história" do partido, que "dedicou toda a sua vida à luta da classe operária, dos trabalhadores e do povo português".

O corpo de Joaquim Gomes estará em câmara ardente durante o dia de hoje, na casa mortuária da Igreja de São Francisco de Assis, em Lisboa, realizando-se o funeral no domingo, pelas 13h00, para o cemitério do Alto de São João, onde o corpo será cremado pelas 14h00.

Natural da Marinha Grande, Joaquim Gomes nasceu a 04 de Março de 1917 e "com apenas seis anos" tornou-se operário aprendiz na indústria vidreira, refere o comunicado.

Na década de 1930 ingressa no PCP e lidera "as primeiras lutas dos aprendizes por reivindicações salariais e contra o trabalho violento e as arbitrariedades do patronato", tendo sido preso pela primeira vez aos 16 anos.

Joaquim Gomes passou à clandestinidade em 1952 e cinco anos mais tarde tornou-se membro efectivo do comité central.

"Foi preso por três vezes pela PIDE e por duas vezes fugiu da cadeia. Uma das suas fugas foi a célebre fuga de Peniche, com Álvaro Cunhal, Jaime Serra, Carlos Costa e outros destacados militantes do Partido", refere o comunicado.

Depois do 25 de Abril Joaquim Gomes exerceu vários cargos dentro do Partido Comunista, até ao fim da sua vida, tendo sido deputado eleito pelo distrito de Leiria entre 1976 e 1987.

"Modesto e discreto, Joaquim Gomes deixa-nos recordações de uma vida de dedicação e de exemplo da resistência ao fascismo, de luta pela liberdade, a democracia e o socialismo. Lega-nos um exemplo de coragem e abnegação revolucionária, reveladoras da vontade e firmeza inquebrantável na luta ao serviço da classe operária, do povo e da pátria", afirma o secretariado do comité central.

PCP: Joaquim Gomes morreu hoje aos 93 anos

PCP: Joaquim Gomes morreu hoje aos 93 anos

domingo, 7 de novembro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

No COUÇO, a REPÚBLICA nasceu mais cedo- 28 de Agosto de 1910

No tumulto que atravessava o país, no Couço, a República foi implantada a 28 de Agosto de 1910 e antecipavam-se assim os acontecimentos do 5 de Outubro. Nesse dia 44 homens coucenses foram até Coruche entregar a bandeira da monarquia e tendo de imediato constituído a primeira Comissão Paroquial Republicana, segundo Diniz Caiado (professor primário da aldeia e republicano) no seu opúsculo de 1928 " In Memoriam -Couço".

Conforme acta comemorativa de 28 de Agosto de 1911, um ano após os factos, narram-se assim os acontecimentos:



"... o presidente propos se tratasse na acta um voto de saudação aos bravos republicanos do Couço que no dia 28 de Agosto de mil novecentos e dez, arrostando com todas as vinganças projectadas e dias de ebolição demoliram a Bastilha feudal desta povoação, quebrando as algemas que a manietavam aos seus infames verdugos e foram a Coruche com os seus votos mostrar as correntes quebradas e dizer ao paiz em alto brado que no Couço tinha soado a hora da liberdade e por ela se estava disposto a morrer.

Quarenta e quatro homens pela Republica quando ser Republicano era um crime.

Gloria aos valentes democratas procursores da Edemptica revolução de Cinco de Outubro."



Glória aos valentes coucenses que aqui começaram um longo caminho de resistência que atravessou todo o séc. XX, de dignidade e bravura, na luta contra o fascismo.



Viva República!

Viva o 25 de Abril!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Álvaro Cunhal e Mário Soares

No dia 13 de Junho de 2005, Portugal viu partir um dos seus melhores filhos, a classe operária, os trabalhadores portugueses ficaram sem a presença física de um dos maiores dirigentes do Movimento Comunista internacional.

Neste 5º aniversário da sua morte não quero deixar de deixar a minha homenagem e dizer-lhe onde quer que se encontre, que a luta continua.

Tive o meu primeiro contacto com o camarada Álvaro Cunhal no já longínquo dia 18 de Janeiro de 1975, nesse dia foram trasladados da Republica da Checoslováquia para Portugal e para a Marinha Grande, os restos mortais de José Gregório, vidreiro e destacado dirigente do movimento Operário e do Partido Comunista Português, falecido na clandestinidade durante o regime fascista.

Tive nos anos que se seguiram o prazer, posso também dizer o privilégio de com ele poder estar por várias ocasiões.

Em sua homenagem quero aqui deixar, parte do 1º discurso que proferiu na Marinha Grande , no dia 18 de Janeiro de 1975

“ Fiéis ao legado dos operários vidreiros que em 18 de Janeiro de 1934, pela sua acção heróica escreveram uma das mais importantes páginas da luta dos trabalhadores portugueses contra o fascismo, sucessivas gerações de marinhenses deram, com a sua luta perseverante, uma inestimável contribuição para que o povo português, derrubada a ditadura em 25 de Abril de 1974, pudesse finalmente viver em liberdade.

A classe operária e o povo da Marinha Grande pagaram um pesado tributo pelo seu espírito indomável, pela sua fidelidade à causa dos revolucionários do 18 de Janeiro, pelo seu apego à liberdade e ao socialismo.

«Marinha Grande é um nome escrito a ouro na história do movimento operário português. Melhor se pode dizer: escrito com lágrimas e sangue.

Porque a luta dos trabalhadores da Marinha Grande ao longo de 50 anos de fascismo foi paga com pesadas perdas, com perseguições, torturas, prisões, com o assassínio e a deportação de muitos dos seus melhores filhos, com séculos passados nas masmorras fascistas por muitos anos, com privações e sacrifícios silenciosos e anónimos das famílias dos militantes, educadas na mesma escola de elevada consciência de classe e incansável combatividade.

As tradições de luta do proletariado da Marinha Grande são inseparáveis da actividade dos comunistas. A classe forjou a sua vanguarda revolucionária – a vanguarda revolucionária (os comunistas) soube estar à altura da classe.”

quinta-feira, 3 de junho de 2010

PCP condena criminoso ataque de Israel

PCP condena criminoso ataque de Israel

Viva o Povo da Palestina

O ataque mortal de Israel à frota de barcos humanitários que iam em direção a Gaza chocou o mundo.

Israel, como qualquer outro Estado, tem o direito de se defender, mas isso foi um uso abusivo de força letal para defender o bloqueio vergonhoso de Israel a Gaza, onde dois terços das famílias não sabem onde encontrarão sua próxima refeição.

As Nações Unidas, a União Européia e quase todos os outros governos e organizações multilaterais têm pedido a Israel para acabar com o bloqueio, e para lançar uma profunda investigação sobre o ataque à frota. Mas sem
pressão maciça dos seus cidadãos, os líderes mundiais vão limitar sua resposta a meras palavras – como eles já fizeram tantas vezes.

Vamos gerar um clamor global tão alto, que não possa ser ignorado. Assine a petição para exigir uma
investigação independente sobre o ataque, a responsabilização dos culpados e o fim imediato do bloqueio à Gaza – clique para assinar a petição, e depois repasse essa mensagem a todos os que você conhece:

http://cdn.avaaz.org/po/gaza_flotilla_3/?vl

A petição
será entregue às Nações Unidas e aos líderes mundiais, assim que alcançarmos 200.000 nomes – e novamente a cada oportunidade à medida que a lista for crescendo e que os líderes forem reagindo à situação. Uma petição massiva em um momento de crise como esse pode demonstrar aos que estão no poder que declarações e notas à imprensa não são suficientes – que os cidadãos estão prestando atenção e demandam ações concretas.

Enquanto a União Européia decide se irá expandir suas relações comerciais com Israel, e o Obama e o Congresso Americano definem o orçamento para ajuda militar a Israel para o ano que vem, e vizinhos como a Turquia e o Egito decidem seus próximos passos diplomáticos – vamos fazer com que a voz do mundo não seja ignorada: é tempo de verdade e de responsabilizar os culpados pelos ataques aos navios, e
é tempo de Israel respeitar o direito internacional e acabar com o bloqueio a Gaza. Assine agora e passe essa mensagem adiante:

http://cdn.avaaz.org/po/gaza_flotilla_3/?vl

A maior parte das pessoas em qualquer lugar ainda compartilha o mesmo sonho: que haja dois Estados livres e viáveis, Israel e Palestina, que possam viver em paz lado a lado. Mas o bloqueio e a violência usada para defendê-lo, envenenam este sonho. Como um colunista israelense escreveu para os seus compatriotas no jornal Ha’aretz hoje,
“Nós não estamos mais defendendo Israel. Nós estamos agora defendendo o bloqueio (a Gaza). O bloqueio por si só está se tornando o Vietnam de Israel.”

Milhares de ativistas pela paz em Israel protestaram hoje contra o ataque e o bloqueio, em passeatas desde Haifa até Tel Aviv e Jerusalém – se unindo a protestos ao redor do mundo. Independente de que lado atacou primeiro ou deu o primeiro tiro (o exército Israelense insiste em dizer que não foram eles que iniciaram a violência), os líderes de Israel mandaram helicópteros armados de tropas pesadas para atacar uma frota de navios em águas internacionais, que levava remédios e ajuda humanitária para Gaza, gerando mortes desnecessárias como conseqüência.

Não podemos trazê-los de volta. Mas talvez,
juntos, nós possamos fazer deste momento trágico, um ponto de virada – se nós nos unirmos em um chamado de justiça inabalável e um sonho de paz inviolável.

O Povo da Palestina têm direito a ter o seu País

sexta-feira, 28 de maio de 2010

"Venceremos", himno de campaña de Salvador Allende

"El Pueblo Unido Jamas Sera Vencido" por Quilapayun

Amanhã dia 29 de Maio é dia de luta na rua


Hoje acordei revoltado.
Revoltado porque tenho o maior mentiroso de Portugal como 1º Ministro.
Amanhã é dia de luta na rua.
Estas duas canções Chilenas servem para dizer aos Socialistas Portugueses, que já houve no Mundo
Socialistas de verdade

domingo, 9 de maio de 2010

Rebelde faz 2 anos

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar
bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se
torne insuportável.
O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser
nacionalizados pelo Estado".

Karl Marx in "Das Kapital", 1867

Há dois anos criei este blog, em primeiro lugar para recordar o fim da segunda guerra mundial.
em segundo lugar para poder continuar a reivindicar o direito de ser REBELDE.
Nunca me passou pela cabeça que o Sistema Capitalista nestes dois anos estivesse a braços com a sua maior crise .
Crise que não tem fim à vista, bastaria neste momento histórico um grande movimento revolucionário para levar ao fim do Capitalismo.
As condições Revolucionárias estão criadas, "Quem governa não tem condições para o fazer, quem é governado já começa a não querer ser governado"
Sei que continuo a ser um sonhador, mas como o sonho comanda a vida.
A luta continua

Lev Leshenko, Лев Лещенко, Kuban Cossack Choir, Den Pobedi-День Победы ...

quinta-feira, 25 de março de 2010

sábado, 6 de março de 2010

sábado, 27 de fevereiro de 2010

No Coliseu - Venham.Mais.Cinco (José Afonso) TvRip.By.Gui.

Companheiro não esqueci a data em que partiste, apenas não tenho tido tempo para vir ao meu blog.
Onde estiveres, sabes que jamais te esquecerei
Até sempre Zeca

José Afonso - Os Vampiros (ao vivo no Coliseu)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Nos 35 anos da Reforma Agrária A terra a quem a trabalha!

O PCP está a assinalar os 35 anos da Reforma Agrária, «acontecimento inspirador, nos dias de hoje, da necessária ruptura com a política de direita». No dia 17 Jerónimo de Sousa estará em Montemor-o-Novo a evocá-la.

A data escolhida para a evocação da Reforma Agrária não podia ser mais simbólica: a 9 de Fevereiro de 1975, o PCP realizou, em Évora, a I Conferência dos Trabalhadores Agrícolas do Sul. Numa nota da Comissão Política, emitida anteontem, lembra-se que «mais de trinta mil trabalhadores, idos dos distritos de Évora, Beja, Portalegre, Setúbal e Santarém, participaram na Conferência e no comício de encerramento».
Para os comunistas, a conferência e as decisões nela tomadas colectivamente, entre as quais se destacava a de avançar para uma «Reforma Agrária que entregue a terra a quem a trabalha», constituíram o «primeiro grande passo» no caminho da construção concreta da Reforma Agrária.
Desta forma se coroava a «difícil, persistente e corajosa luta» levada a cabo durante décadas pelo proletariado agrícola do sul». E que foi, ela mesma, parte integrante do combate mais geral contra a ditadura fascista. Por isso foi violentamente reprimida, com perseguições, prisões e torturas de milhares de trabalhadores, salienta o PCP. Alguns militantes seriam mesmo assassinados, como Alfredo Lima, Catarina Eufémia e José Adelino dos Santos.
Com a Reforma Agrária, acrescenta-se na nota, «tratou-se da decisiva e impetuosa arrancada para a liquidação do latifúndio secular explorador e opressor», que, com as suas herdades que iam dos 1000 aos 10 mil hectares – e em que os 500 maiores proprietários possuíam mais terra do que os 500 mil mais pequenos – fora um «sustentáculo fundamental» do regime fascista e era, após a Revolução, um poderoso sustentáculo da contra-revolução.
Ao contrário da «caricatura» que muitos dela fazem, a Reforma Agrária foi a «resposta necessária à situação entretanto criada», marcada pela sabotagem dos agrários, o abandono das culturas, o incêndio de olivais e searas, a retirada das máquinas, o desemprego e a fome. Tratou-se, isso sim, de «concretizar um programa de transformação económica e de justiça social, necessidade objectiva para a resolução dos problemas da produção e do emprego nos campos do Sul».

A «mais bela conquista» de Abril

Ao assinalar os 35 anos da Reforma Agrária, o PCP «valoriza um processo que, em menos de um ano, mudou a face do Sul do País, com a ocupação e cultivo de mais de 1 milhão de hectares de terras, que aumentou a área cultivada» e incrementou a produção, incorporando-a numa perspectiva de desenvolvimento.
Ao lembrar aquela que ficou conhecida como a «mais bela conquista da Revolução», o PCP destaca o «momento em que, pela primeira vez, na história do nosso país, trabalhadores libertados da exploração tomaram conta da terra, organizaram e dirigiram a produção agrícola e conseguiram a transformação completa das estruturas agrárias». E, com ela, a liquidação do desemprego e a melhoria radical das suas próprias condições de vida.
A Comissão Política do PCP lembra também que a Reforma Agrária só foi vencida pela «ofensiva destruidora e criminosa» iniciada pelo governo de Mário Soares e prosseguida pelos que se lhe seguiram. Uma ofensiva marcada «não apenas pela violação da legalidade, mas também pela ilegalidade assumida como instrumento de acção». Isto ficou bem expresso no assassinato dos comunistas José Geraldo (Caravela) e António Maria Casquinha.
Ao longo do ano, o PCP promoverá diversas iniciativas para assinalar os 35 anos da Reforma Agrária nos campos do Sul. A primeira é uma sessão pública, no dia 17 de Fevereiro, em Montemor-o-Novo, em que participa o Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.

Exigência do presente

«No futuro democrático de Portugal, com a luta dos trabalhadores rurais e do povo, a Reforma Agrária nos campos do Sul – com a liquidação do latifúndio e a entrega da terra a quem a trabalhe – é uma necessidade imperativa e incontornável», defende o PCP, na nota emitida anteontem. Para os comunistas, uma nova Reforma Agrária é, «de facto, uma exigência do presente».
Em primeiro lugar, para defender a produção nacional, num tempo marcado por um imenso défice estrutural de bens agro-alimentares» e de «forte abandono dos campos e das produções». A Reforma Agrária, acrescenta o PCP, «será o caminho para agarrar as potencialidades produtivas de milhares de hectares que hoje ou estão a monte ou mal aproveitados».
Mas a Reforma Agrária é também uma exigência para combater a desertificação daqueles campos e da região. Com a perspectiva do desemprego, foram muitos milhares os que abandonaram as suas terras em busca de melhores condições de vida, recordam os comunistas, para quem uma nova Reforma Agrária «criará emprego, abrirá novas perspectivas para a população do Alentejo.»
Também para «garantir a posse nacional daqueles campos e o aproveitamento adequado das capacidades dos solos», a Reforma Agrária é necessária, garante a Comissão Política do PCP. Só assim se poderá utilizar para fins agrícolas as infra-estruturas entretanto conseguidas (sem prejuízo do seu «adequado» aproveitamento energético e turístico) e impedir a transformação da região num «gigantesco campo de golf, nas mãos de capital estrangeiro».
A realização, hoje, de uma nova Reforma Agrária – que «responda às necessidades da produção nacional, ao aproveitamento de recursos, ao objectivo da criação de milhares de postos de trabalho, de emprego com direitos, à soberania e desenvolvimento do País» – constitui um objectivo e uma condição necessária ao progresso, afirma o PCP.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Não adianta dizerem que são Democratas e Socialistas

O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento.

O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa.

Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal.

Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o.

Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos.

Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados.

Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.

Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009.
O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu.
O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”.
O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”.
Foi-se o “problema” que era o Director do Público.

Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu.

Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

76º Aniversário da Revolta Operária 18 de Janeiro de 1934

A data de 18 de Janeiro de 1934 ficará para sempre ligada à história dos vidreiros, em Portugal. Nesse longínquo dia, um punhado de homens, na maioria operários vidreiros, de armas na mão, lutaram contra um regime que viria a amordaçar o Povo Português durante 48 longos anos.
Para tentar perceber minimamente o que levou esses homens a seguir esse caminho, é preciso ver os antecedentes sociais, económicos e políticos que se viviam em Portugal e, em particular, na Marinha Grande, naquela época.
Com o derrube da Monarquia, em 5 de Outubro de 1910, instalou-se em Portugal uma República, que demorou muito a consolidar-se o que levou ao golpe de Estado de 1926.
Em 1930, uma profunda crise social atingiu a Marinha Grande.
“Década, após década, a história repete-se nesta terra, será sina”!...
Este foi também o ano em que a ditadura, saída do golpe de Estado de 1926, começou a estabilizar e a impor a sua lei.
Os anos 30 e 31 foram particularmente difíceis para quem trabalhava na indústria vidreira. Com o apagar dos fornos, o trabalho escasseava, em consequência a fome atormentava os vidreiros e as suas famílias

Na época, e depois da reorganização do Partido feita por Bento Gonçalves, (Secretário Geral do Partido, até à sua prisão e morte no Tarrafal), há um rápido desenvolvimento do partido com a criação de inúmeras células e comités operários, um pouco à imagem dos comités Bolcheviques.
Entre 9 de Março e 24 de Novembro de 1932 teve lugar a maior e mais longa greve dos operários vidreiros, a greve dos Roldões, como ficou conhecida. Foi um marco histórico do operariado vidreiro. Muitas outras se lhe seguiriam.
O ano de 1933 trouxe a Portugal uma nova conjuntura política: O Estado Novo.
Em 23 de Setembro de 1933, foi o fim dos sindicatos livres e democráticos. Salazar, tendo como base a “Carta del Lavoro” de Benito Mussolini, publicou o decreto 23.048, instituindo o Estatuto do Trabalho Nacional, obrigando os sindicatos democráticos a ser encerrados.
Todos os trabalhadores ficavam obrigados a filiar-se nos sindicatos corporativos.
A direcção do sindicato vidreiro, avisada a tempo, fugiu para Espanha, no início de Novembro, para não ser presa.
No final de Novembro de 1933, a organização de jovens aprendizes da fábrica do Marquês, em resultado de uma greve organizada pela Juventude Comunista, foi presa e encerrada nas masmorras do Governo Civil de Leiria.
O Movimento Insurreccional de 18 de Janeiro de 1934, começou por ser uma tentativa Nacional de luta contra o Estado Novo. Por motivos diversos, e aqui não há consenso entre os historiadores, políticos e todos aqueles que de qualquer forma estudam esta questão, o que se sabe é que houve algumas lutas a nível Nacional, sem grande significado.

Na Marinha Grande, esta luta tomou proporções de Insurreição Armada, isto deveu-se a alguns factores fundamentais. A classe operária vidreira estava bem organizada, tinha sido bem “temperada” ao longo dos anos, nas diversas lutas sociais e económicas.
A fome, a miséria e a falta de liberdade, são as condições fundamentais para o início de qualquer revolução, em qualquer parte do Mundo.
Embora nem todos os participantes no movimento do 18 de Janeiro fossem militantes do Partido Comunista Português, é verdade que o movimento foi organizado e dirigido pelo Partido. Por muitos documentos da época este facto é indesmentível. Para a História ficou o fracasso da revolta, mas durante algumas horas, na Marinha Grande, o poder esteve nas mãos dos operários vidreiros.
As forças repressivas conseguiram dominar a insurreição, foram feitas dezenas de prisões, a maioria dos presos foram deportados para o campo de concentração do Tarrafal.
Nas comemorações do 18 de Janeiro de 1934 realizadas em 2008, o Município da Marinha Grande, fez a germinação com o Município do Tarrafal, Cabo Verde, como homenagem aos dois marinhenses que foram assassinados no campo de concentração.

Dos 152 antifascistas que foram inaugurar o Campo de Morte Lenta, assim ficou conhecido, 57 eram membros do movimento do 18 de Janeiro.
António Guerra e Augusto Costa foram dois, dos trinta e dois antifascistas assassinados no Tarrafal. Para além destes dois, foram também assassinados Manuel Carvalho, que faleceu no Hospital de Leiria e Francisco Cruz que faleceu na prisão de Angra do Heroísmo.

A sua coragem, determinação e generosidade permaneceram na memória colectiva desta terra.
Este legado conquistou para a causa da liberdade e da democracia imensas gerações de jovens marinhenses, onde com imenso orgulho me incluo, sendo eu um filho adoptivo desta terra.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sem Titulo

Por coincidência, no momento em que os Estados Unidos e os seus aliados da NATO preparam uma conferência para prosseguir a chamada guerra contra o terrorismo no Afeganistão, um nigeriano bem conhecido da CIA e da embaixada norte-americana no Iémen pôs em pânico no dia de Natal o mundo ocidental. Há em toda esta história a sensação de estarmos a rever um filme antigo e bem conhecido. Como já é habitual, também desta vez os serviços secretos estavam informados da existência e do plano do agente bombista através da embaixada dos EUA no Iémen. A sua identidade e curriculum foram imediatamente divulgados. Um homem solitário vindo do deserto e das cavernas do Iémen acaba por vencer a tecnologia sofisticada da maior potência mundial e ludibriar os serviços secretos mais poderosos do mundo. Quando se trata de arranjar argumentos para atacar este ou aquele país soberano, a CIA e o Pentágono sabem tudo. Mas nos momentos «apropriados» sempre «falham» todos os mecanismos de segurança.

Compreendendo a importância da encomenda, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, considerou que a «instabilidade» no Iémen é uma ameaça «regional e mesmo mundial» enquanto o primeiro-ministro britânico Gordon Brown convocou precisamente para o dia 28 de Janeiro, altura em que os Estados Unidos e a NATO irão decidir a intensificação da agressão contra o Afeganistão, um encontro sobre «o combate ao terrorismo» no Iémen. O calendário é demasiado perfeito para que tudo isto seja verdade.
Está cada vez mais claro porque é que Obama e os sectores da oligarquia que o apoiam procuram manter e reforçar a estratégia da chamada «guerra contra o terrorismo». Uma estratégia muito mais abrangente e perigosa do que a da «guerra humanitária». «Terroristas» podem em princípio esconder-se em qualquer país, em qualquer lugar, bramir ameaças indefinidas e de difícil comprovação, mas facilmente apresentadas como perigos eminentes pelos serviços secretos, os média e os comandos da NATO.

O teólogo alemão, Eugen Drewemann, constata numa intervenção pela paz que «a guerra contra o terrorismo consolida o terror. Sob o manto da propagação da democracia, instala-se a ditadura. Esta espécie de humanismo só gera desumanidade (…). Eu oiço que os nossos jovens soldados são cidadãos em uniforme. Mas a guerra transforma-os em seres da idade da pedra na era atómica, faz deles monstros, cães de caça à espera da ordem para serem largados» (Junge Welt, 08.05.07).
Se o objectivo de Obama fosse de facto pôr fim ao terrorismo deveria começar por explicar ao povo norte-americano porque é que o Congresso aprovou 400 milhões de dólares destinados a operações visando o desmembramento do Irão. Deveria explicar porque é que o grupo sunita «soldados de deus» (Dschundallah) que tem executado numerosos atentados na região fronteiriça com o Afeganistão se encontra na lista de financiamento da CIA, como outrora os talibãs. Benazir Butho, ex-primeira-ministra do Paquistão, assassinada em Dezembro de 2007, revelou que «a ideia dos Talibãs era inglesa, a gestão norte-americana, o financiamento saudita e a organização paquistanesa» (Le Monde, 30.10.2001).
Se Obama desejasse sinceramente combater o terrorismo e as sua causas não precisaria de agredir outros países nem massacrar mais povos. Bastar-lhe-ia começar por investigar na sua própria casa as actividades dos seus antecessores, da CIA e do Pentágono.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

AMINETU HAIDAR " NO CIERRES TUS OJOS"

Carta dos filhos de Aminetu Haidar a todas as crianças e mães do mundo

"Em meu nome, Hayat El Kassimi, filha de Aminatu Haidar, de 15 anos de idade, e em nome do meu irmão, Mohamed el Kassimi, de 13 anos, lanço um apelo urgente a todas as crianças do mundo inteiro para que nos apoiem e, ao mesmo tempo, lanço um apelo a todas as mães para que apoiem a nossa mãe, uma mãe separada dos seus dois filhos e que está em greve de fome há 22 dias, para que ela possa regressar para o nosso lado e possamos viver juntos em estabilidade".
"É doloroso para mim e para o meu irmão sabermos hoje da má notícia de que a nossa querida mamã decidiu deixar de tomar os seus medicamentos, o que é muito perigoso para ela ".
"Ajudem a nossa querida mamã, evitem a tragédia que se irá a repercutir de forma negativa na nossa situação física e psíquica".
"QUEREMOS O REGRESO DA NOSSA MAMÃ!".

Hayat El Kassimi
Mohamed El Kassimi

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Tupamaros: Historia y la fuga (2)

Jose Mujica - Presidente Democráticamente Eleito pelo Povo do Uruguay


Latina America

Toda a minha juventude, foi marcada pelas lutas na América Latina, não sei se por influencia de;
Allende, Vítor Jara, Neruda, Che, Fidel, ou se pelos inúmeros combatentes que ao longo dos tempo têm combatidos de diversas formas, incluindo a luta armada, a Oligarquia e o Imperialismo Americano.
Sei que ainda hoje todas as suas derrotas me marcam profundamente, mas no inverso as suas vitórias me dão uma alegria imensa.
No dia 29 de Novembro, (dia do meu Aniversário) tive uma enorme prenda que o Povo Uruguaio me enviou da América latina, refiro-me à eleição de José Mujica para presidente do Uruguai.
É mais um combatente que chega a presidente do seu País, creio que será mais uma lufada de ar fresco, ou se quisermos uma lufada de ar Revolucionário para a América Latina.
Mujica é o primeiro ex-guerrilheiro a chegar à Presidência do Uruguai. Foi membro do grupo guerrilheiro MNL-Tupamaros Este preso durante 14 anos, antes e durante o regime militar no país (1973-1985).
Numa recente entrevista à BBC Brasil, quando lhe perguntaram sobre aqueles anos de prisão, Mujica disse: "O passado já passou. Para mim, importantes são presente e futuro".
José Mujica vai liderar o segundo governo da Frente Ampla, que chegou ao poder em 2004, na eleição de Tabaré Vázquez, após 167 anos de alternância entre os Partidos Blanco e Colorado.

Sei que a sua intervenção politica tem sido moderada, que tem procurado não enfrentar os Estados Unidos, mas não será isso uma prova de inteligência, sabendo que pela via do dialogo pode conseguir mais para o seu País, do que procurando o confronto com aqueles que realmente têm o poder na América latina.

Tupamaros: Historia y la fuga (1)

sábado, 7 de novembro de 2009


HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO RUSSA - 1917

Introdução
Acontecimentos ocorridos na Rússia imperial, que culminaram com a proclamação em 1917 de um Estado soviético, denominado União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
A expressão Revolução Russa é relativa às duas revoluções vitoriosas de 1917: a primeira, denominada Revolução de Fevereiro (março, pelo calendário juliano, então usado na Rússia), levou à queda da autocrática monarquia imperial. A segunda, denominada Revolução Bolchevique ou Revolução de Outubro, foi organizada pelo partido bolchevique contra o governo provisório instalado na primeira fase.
Antecedentes
No domingo, 22 de janeiro de 1905, fato considerado um dos antecedentes da Revolução Russa de 1917, cerca de 200 mil cidadãos, sobretudo trabalhadores, estavam reunidos em frente ao Palácio de Inverno em São Petersburgo para manifestar pacificamente a necessidade de melhoria da sua situação política e econômica. O tio do czar Nicolau II permitiu que as tropas czaristas atirassem na multidão. Centenas de manifestantes foram mortos e feridos. O massacre dos manifestantes provocou greves e manifestações por todo o país, o que por sua vez, conduziu à Primeira Revolução Russa.
As reformas empreendidas, pelo czar Alexandre II, criaram uma corrente a favor de uma mudança constitucional. Em 1898, foi fundado o Partido Operário Social Democrata Russo (POSDR), que em seu segundo Congresso (1903) já contava com duas facções divergentes: os mencheviques e bolcheviques.

A Revolução de Março
Nicolau II, o último czar da Rússia, não se destacou como governante, porém acreditava firmemente que seu dever era preservar a monarquia absoluta. Finalmente, viu-se obrigado a abdicar diante da grande reivindicação popular por reformas democráticas. Nicolau e sua família foram executados pelos bolcheviques em 1918. Em março de 1917, foi realizada em Petrogrado (atual São Petersburgo) uma manifestação comemorativa do Dia Internacional da Mulher, que acabaria transformada em protesto contra a escassez de alimentos. As tropas amotinadas uniram-se à manifestação. A incapacidade do governo em restabelecer a ordem, levou o poder às mãos de um Governo Provisório, formado pelos membros mais destacados da Duma estatal. A falta de apoio ao czar Nicolau II obrigou-o à abdicação. O Governo Provisório e o Soviete de Petrogrado O Governo Provisório iniciou de imediato diversas reformas liberalizantes, inclusive a abolição da corporação policial e sua substituição por uma milícia popular. Mas os líderes bolcheviques, entre os quais estava Lenin, formaram os Sovietes (Conselhos) em Petrogrado e outras cidades, estabelecendo o que a historiografia, posteriormente, registraria como ‘duplo poder’: o Governo Provisório e os Sovietes.
Lenin foi o primeiro dirigente da URSS. Liderou os bolcheviques quando estes tomaram o poder do governo provisório russo, após a Revolução de Outubro de 1917 (esta sublevação ocorreu em 6 e 7 de novembro, segundo o calendário adotado em 1918; em conformidade com o calendário juliano, adotado na Rússia naquela época, a revolução eclodiu em outubro). Lenin acreditava que a revolução provocaria rebeliões socialistas em outros países do Ocidente. Ao expor as chamadas Teses de abril, Lenin declarou que os bolcheviques não apoiariam o Governo Provisório, e pediu a união dos soldados numa frente que viesse pôr fim à guerra imperialista (I Guerra Mundial) e iniciasse a revolução proletária, em escala internacional, idéia que seria fortalecida com a propaganda de Leon Trotski. Enquanto isso, Alexandr Kerenski buscava fortalecer a moral das tropas. No Congresso de Sovietes de toda a Rússia, realizado em 16 de junho, foi criado um órgão central para a organização dos Sovietes: o Comitê Executivo Central dos Sovietes que organizou, em Petrogrado, uma enorme manifestação, como demonstração de força. O aumento do poder dos Bolcheviques Avisado que seria acusado pelo Governo de ser um agente a serviço da Alemanha, Lenin fugiu para a Finlândia. Em Petrogrado, os bolcheviques enfrentavam uma imprensa hostil e a opinião pública, que os acusava de traição ao exército e de organização de um golpe de Estado. A 20 de julho, o general Lavr Kornilov tentou implantar uma ditadura militar, através de um fracassado golpe de Estado. Da Finlândia, Lenin começou a preparar uma rebelião armada. Havia chegado o momento em que o Soviete enfrentaria o poder. Foi Trotski, então presidente do Soviete de Petrogrado, quem encontrou a solução: depois de formar um Comitê Militar Revolucionário, convenceu Lenin de que a rebelião deveria coincidir com o II Congresso dos Sovietes, convocado para 7 de novembro, ocasião em que seria declarado que o poder estava sob o domínio dos Sovietes. Na noite de 6 de novembro a Guarda Vermelha ocupou as principais praças da capital, invadiu o Palácio de Inverno, prendendo os ministros do Governo Provisório, mas Kerenski conseguiu escapar. No dia seguinte, Teotski anunciou, conforme o previsto, a transferência do poder aos Sovietes. O novo governo O poder supremo, na nova estrutura governamental, ficou reservado ao Congresso dos Sovietes de toda a Rússia. O cumprimento das decisões aprovadas no Congresso ficou a cargo do Soviete dos Comissários do Povo, primeiro Governo Operário e Camponês, que teria caráter temporário, até a convocação de uma Assembléia Constituinte. Lenin foi eleito presidente do Soviete, onde Trotski era comissário do povo e ministro das Relações Exteriores .
A 15 de novembro, o Soviete ou Conselho dos Comissários do Povo estabeleceu o direito de autodeterminação dos povos da Rússia. Os bancos foram nacionalizados e o controle da produção entregue aos trabalhadores.
A Assembléia Constituinte foi dissolvida pelo novo governo por representar a fase burguesa da revolução, já que fora convocada pelo Governo Provisório. Em seu lugar foi reunido o III Congresso de Sovietes de toda a Rússia. O Congresso aprovou a Declaração dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado como introdução à Constituição, pela qual era criada a República Soviética Federativa Socialista da Rússia (RSFSR).
A guerra civil
O novo governo pôs fim à participação da Rússia na I Guerra Mundial, através do acordo de Paz de Brest-Litovsk assinado em 3 de março de 1918. O acordo provocou novas rebeliões internas que terminariam em 1920, quando o Exército Vermelho derrotou o desorganizado e impopular Exército Branco antibolchevique. Lenin e o Partido Comunista Russo (nome dado, em 1918, à formação política integrada pelos bolcheviques do antigo POSDR) assumiram o controle do país. A 30 de dezembro de 1922, foi oficialmente constituída a União de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A ela se uniriam os territórios étnicos do antigo Império russo.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A ONU condena mais uma vez o embargo dos Estados Unidos A Cuba

O embargo dos Estados Unidos contra Cuba foi condenado pela maioria dos países na Assembleia Geral das Nações Unidas.
Esta foi a 18ª vez consecutiva que a ONU aprovou um texto onde pede o fim das sanções norte-americanas contra Cuba.
Cuba voltou a ter o apoio de quase todos os países contra o embargo norte-americano.
A Assembleia Geral da ONU pediu esta quarta-feira aos Estados Unidos o fim ao embargo comercial e financeiro que já está em vigor contra Havana há 47 anos.
Este pedido, surge depois de uma votação levada a cabo pela Organização das Nações Unidas sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio económico, comercial e financeiro: 187 países votaram a favor desta medida, enquanto Estados Unidos, Israel e Palau votaram contra. As Ilhas Marshall e a Micronésia optaram pela abstenção.

ONU condena embargo norte americano a Cuba

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Um Revolucionário do Mundo

"Nasci na Argentina; não é um segredo para ninguém. Sou cubano e também sou argentino e, se não se ofendem as ilustríssimas senhorias da América Latina, me sinto tão patriota da América Latina, de qualquer país da América Latina, que no momento em que fosse necessário, estaria disposto a entregar a minha vida pela liberação de qualquer um dos países da América Latina, sem pedir nada para ninguém, sem exigir nada, sem explorar ninguém."

"O caminho é longo e cheio de dificuldades. Às vezes, por extraviar a estrada, temos que retroceder; outras, por caminhar depressa demais, nos separamos das massas; em ocasiões, por ir lentamente sentimos de perto o hálito daqueles que pisam nos nossos calcanhares. Em nossa ambição de revolucionários, tratamos de caminhar o mais depressa possível, abrindo caminhos, mas sabemos que temos que nutrir-nos da massa e que esta só poderá avançar mais rápido se for alentada com nosso exemplo.»

"Toda a nossa acção é um grito de guerra contra o imperialismo e um clamor pela unidade dos povos contra o grande inimigo do género humano: os Estados Unidos da América do Norte. Em qualquer lugar que a morte nos surpreenda, que seja bem-vinda, sempre que esse, nosso grito de guerra, tenha chegado até um ouvido receptivo, e outra mão se estenda para empunhar nossas armas, e outros homens se prestem a entoar os cantos pesarosos com estrondos de metralhadoras e novos gritos de guerra e de vitória.»

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Hasta Siempre


Até sempre Comandante

Aprendimos a quererte
Desde la histórica altura
Donde el sol de tu bravura
Le puso un cerco a la muerte.


Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.


Tu mano gloriosa y fuerte
Sobre la historia dispara
Cuando Santa Clara
Se despierta para verte.


Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.


Vienes quemando la brisa
Con soles de primavera
Para plantar la bandera
Con la luz de tu sonrisa.


Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.


Tu amor revolucionario
Te conduce a nueva empresa
Donde esperan la firmeza
De tu brazo libertario.


Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.


Seguiremos adelante
Como junto a ti seguimos
Y con Fidel te decimos:
Hasta siempre comandante.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Não ao golpe de Estado nas Honduras

Não ao golpe de Estado nas Honduras
Em solidariedade com o povo hondurenho e ao seu Presidente legítimo
A Rede em Defesa da Humanidade, pretende chamar a atenção do mundo para se manifestar contra a violência e repressão que está vivendo o povo hondurenho para defender o presidente constitucional da nação Hondurenha.
Cada minuto que passa agrava-se o conflito em frente da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, o gás lacrimogêneo tem derrubado todos os manifestantes. A repressão do povo hondurenho e a perseguição de seus líderes está tomando um pedágio de cada vez. Teme-se que as tropas do exercito envadam a embaixada. Chamamos a atenção para as implicações políticas que esses factos tem para toda a região.
Nenhuma democracia pode funcionar sob cerco.
Confrontados com um ataque de tal magnitude, a reacção dos povos latino-americanos e da comunidade internacional, teria que ser imediata e enérgica.
Novamente pedimos à opinião pública internacional para exigir que sejam respeitados os direitos legítimos do povo de Honduras.
E que continuem a apoiar o presidente legítimo Manuel Zelaya.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009


Liberdade para os 5 Cubanos presos nos Estados Unidos da América

O presidente do Parlamento Cubano, Ricardo Alarcón, apelou neste sábado em Havana à condição de homem decente de Obama e capaz de fazer justiça. Alarcón esclareceu que nunca pensou em fazer esse pedido porque havia "um bandido" na Casa Branca, referindo-se ao presidente anterior dos EUA, George W. Bush.
O governo de Havana insiste para que o Presidente Obama ordene as libertações sem recorrer a nenhum tribunal, especialmente após uma recente decisão da Corte Suprema americana que não aceitou uma apelação para revisar a pena dos cubanos.
Gerardo Hernández
René González
Ramón Labañino
Fernando González
Antonio Guerrero
foram condenados em 2001 a penas que variam entre 15 a 30 anos, e alguns com prisão perpétua, por espionagem e conspiração nos Estados Unidos e por serem agentes não registrados de um governo estrangeiro, entre outras acusações.
As autoridades cubanas confirmaram que eles eram agentes, mas que procuravam impedir actos terroristas contra Cuba e que não representavam uma ameaça para a segurança dos Estados Unidos.

Movilización mundial por los Cinco cubanos presos en EEUU

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Victor Jara Manifiesto

Salvador Allende


O 11 de Setembro da minha memória

Dentro de alguns dias os órgãos de comunicação social Portugueses, Jornais, Rádios e Televisões, vão dedicar bastantes horas a falar do dia 11 de Setembro.
Eu também quero escrever algumas linhas sobre o dia 11 de Setembro,
Mas quero escrever sobre o dia 11 de Setembro de 1973, dia que marcou a minha juventude para sempre, refiro-me ao dia em que o General Pinochet comandou o golpe de estado Fascista, que assassinou o Presidente DEMOCRÀTICAMENTE eleito pelo seu Povo.
Salvador Allend era o rosto da Unidade Popular Chilena, da qual os Comunistas eram parte activa, durante o golpe de Estado e nos anos que se seguiram de Ditadura Fascista, o Povo Chileno perdeu milhares dos seus melhores filhos.
Sei que já passaram 36 anos, mas pretendo continuar a prestar a minha homenagem a todos os que tombaram e em particular a Vítor Jara.
Também penso que não devemos esquecer que o golpe que depôs a Unidade Popular no Chile, teve o apoio, militar, político e económico dos Estados Unidos da América.
Se calhar o 11 de Setembro de que vamos ouvir falar nos próximos dias, tem as suas raízes na política seguida pelos Estados Unidos ao longo dos Anos.

Como dizia o poeta “O Povo Unido jamais será Vencido”