quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

AMINETU HAIDAR " NO CIERRES TUS OJOS"

Carta dos filhos de Aminetu Haidar a todas as crianças e mães do mundo

"Em meu nome, Hayat El Kassimi, filha de Aminatu Haidar, de 15 anos de idade, e em nome do meu irmão, Mohamed el Kassimi, de 13 anos, lanço um apelo urgente a todas as crianças do mundo inteiro para que nos apoiem e, ao mesmo tempo, lanço um apelo a todas as mães para que apoiem a nossa mãe, uma mãe separada dos seus dois filhos e que está em greve de fome há 22 dias, para que ela possa regressar para o nosso lado e possamos viver juntos em estabilidade".
"É doloroso para mim e para o meu irmão sabermos hoje da má notícia de que a nossa querida mamã decidiu deixar de tomar os seus medicamentos, o que é muito perigoso para ela ".
"Ajudem a nossa querida mamã, evitem a tragédia que se irá a repercutir de forma negativa na nossa situação física e psíquica".
"QUEREMOS O REGRESO DA NOSSA MAMÃ!".

Hayat El Kassimi
Mohamed El Kassimi

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Tupamaros: Historia y la fuga (2)

Jose Mujica - Presidente Democráticamente Eleito pelo Povo do Uruguay


Latina America

Toda a minha juventude, foi marcada pelas lutas na América Latina, não sei se por influencia de;
Allende, Vítor Jara, Neruda, Che, Fidel, ou se pelos inúmeros combatentes que ao longo dos tempo têm combatidos de diversas formas, incluindo a luta armada, a Oligarquia e o Imperialismo Americano.
Sei que ainda hoje todas as suas derrotas me marcam profundamente, mas no inverso as suas vitórias me dão uma alegria imensa.
No dia 29 de Novembro, (dia do meu Aniversário) tive uma enorme prenda que o Povo Uruguaio me enviou da América latina, refiro-me à eleição de José Mujica para presidente do Uruguai.
É mais um combatente que chega a presidente do seu País, creio que será mais uma lufada de ar fresco, ou se quisermos uma lufada de ar Revolucionário para a América Latina.
Mujica é o primeiro ex-guerrilheiro a chegar à Presidência do Uruguai. Foi membro do grupo guerrilheiro MNL-Tupamaros Este preso durante 14 anos, antes e durante o regime militar no país (1973-1985).
Numa recente entrevista à BBC Brasil, quando lhe perguntaram sobre aqueles anos de prisão, Mujica disse: "O passado já passou. Para mim, importantes são presente e futuro".
José Mujica vai liderar o segundo governo da Frente Ampla, que chegou ao poder em 2004, na eleição de Tabaré Vázquez, após 167 anos de alternância entre os Partidos Blanco e Colorado.

Sei que a sua intervenção politica tem sido moderada, que tem procurado não enfrentar os Estados Unidos, mas não será isso uma prova de inteligência, sabendo que pela via do dialogo pode conseguir mais para o seu País, do que procurando o confronto com aqueles que realmente têm o poder na América latina.

Tupamaros: Historia y la fuga (1)

sábado, 7 de novembro de 2009


HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO RUSSA - 1917

Introdução
Acontecimentos ocorridos na Rússia imperial, que culminaram com a proclamação em 1917 de um Estado soviético, denominado União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
A expressão Revolução Russa é relativa às duas revoluções vitoriosas de 1917: a primeira, denominada Revolução de Fevereiro (março, pelo calendário juliano, então usado na Rússia), levou à queda da autocrática monarquia imperial. A segunda, denominada Revolução Bolchevique ou Revolução de Outubro, foi organizada pelo partido bolchevique contra o governo provisório instalado na primeira fase.
Antecedentes
No domingo, 22 de janeiro de 1905, fato considerado um dos antecedentes da Revolução Russa de 1917, cerca de 200 mil cidadãos, sobretudo trabalhadores, estavam reunidos em frente ao Palácio de Inverno em São Petersburgo para manifestar pacificamente a necessidade de melhoria da sua situação política e econômica. O tio do czar Nicolau II permitiu que as tropas czaristas atirassem na multidão. Centenas de manifestantes foram mortos e feridos. O massacre dos manifestantes provocou greves e manifestações por todo o país, o que por sua vez, conduziu à Primeira Revolução Russa.
As reformas empreendidas, pelo czar Alexandre II, criaram uma corrente a favor de uma mudança constitucional. Em 1898, foi fundado o Partido Operário Social Democrata Russo (POSDR), que em seu segundo Congresso (1903) já contava com duas facções divergentes: os mencheviques e bolcheviques.

A Revolução de Março
Nicolau II, o último czar da Rússia, não se destacou como governante, porém acreditava firmemente que seu dever era preservar a monarquia absoluta. Finalmente, viu-se obrigado a abdicar diante da grande reivindicação popular por reformas democráticas. Nicolau e sua família foram executados pelos bolcheviques em 1918. Em março de 1917, foi realizada em Petrogrado (atual São Petersburgo) uma manifestação comemorativa do Dia Internacional da Mulher, que acabaria transformada em protesto contra a escassez de alimentos. As tropas amotinadas uniram-se à manifestação. A incapacidade do governo em restabelecer a ordem, levou o poder às mãos de um Governo Provisório, formado pelos membros mais destacados da Duma estatal. A falta de apoio ao czar Nicolau II obrigou-o à abdicação. O Governo Provisório e o Soviete de Petrogrado O Governo Provisório iniciou de imediato diversas reformas liberalizantes, inclusive a abolição da corporação policial e sua substituição por uma milícia popular. Mas os líderes bolcheviques, entre os quais estava Lenin, formaram os Sovietes (Conselhos) em Petrogrado e outras cidades, estabelecendo o que a historiografia, posteriormente, registraria como ‘duplo poder’: o Governo Provisório e os Sovietes.
Lenin foi o primeiro dirigente da URSS. Liderou os bolcheviques quando estes tomaram o poder do governo provisório russo, após a Revolução de Outubro de 1917 (esta sublevação ocorreu em 6 e 7 de novembro, segundo o calendário adotado em 1918; em conformidade com o calendário juliano, adotado na Rússia naquela época, a revolução eclodiu em outubro). Lenin acreditava que a revolução provocaria rebeliões socialistas em outros países do Ocidente. Ao expor as chamadas Teses de abril, Lenin declarou que os bolcheviques não apoiariam o Governo Provisório, e pediu a união dos soldados numa frente que viesse pôr fim à guerra imperialista (I Guerra Mundial) e iniciasse a revolução proletária, em escala internacional, idéia que seria fortalecida com a propaganda de Leon Trotski. Enquanto isso, Alexandr Kerenski buscava fortalecer a moral das tropas. No Congresso de Sovietes de toda a Rússia, realizado em 16 de junho, foi criado um órgão central para a organização dos Sovietes: o Comitê Executivo Central dos Sovietes que organizou, em Petrogrado, uma enorme manifestação, como demonstração de força. O aumento do poder dos Bolcheviques Avisado que seria acusado pelo Governo de ser um agente a serviço da Alemanha, Lenin fugiu para a Finlândia. Em Petrogrado, os bolcheviques enfrentavam uma imprensa hostil e a opinião pública, que os acusava de traição ao exército e de organização de um golpe de Estado. A 20 de julho, o general Lavr Kornilov tentou implantar uma ditadura militar, através de um fracassado golpe de Estado. Da Finlândia, Lenin começou a preparar uma rebelião armada. Havia chegado o momento em que o Soviete enfrentaria o poder. Foi Trotski, então presidente do Soviete de Petrogrado, quem encontrou a solução: depois de formar um Comitê Militar Revolucionário, convenceu Lenin de que a rebelião deveria coincidir com o II Congresso dos Sovietes, convocado para 7 de novembro, ocasião em que seria declarado que o poder estava sob o domínio dos Sovietes. Na noite de 6 de novembro a Guarda Vermelha ocupou as principais praças da capital, invadiu o Palácio de Inverno, prendendo os ministros do Governo Provisório, mas Kerenski conseguiu escapar. No dia seguinte, Teotski anunciou, conforme o previsto, a transferência do poder aos Sovietes. O novo governo O poder supremo, na nova estrutura governamental, ficou reservado ao Congresso dos Sovietes de toda a Rússia. O cumprimento das decisões aprovadas no Congresso ficou a cargo do Soviete dos Comissários do Povo, primeiro Governo Operário e Camponês, que teria caráter temporário, até a convocação de uma Assembléia Constituinte. Lenin foi eleito presidente do Soviete, onde Trotski era comissário do povo e ministro das Relações Exteriores .
A 15 de novembro, o Soviete ou Conselho dos Comissários do Povo estabeleceu o direito de autodeterminação dos povos da Rússia. Os bancos foram nacionalizados e o controle da produção entregue aos trabalhadores.
A Assembléia Constituinte foi dissolvida pelo novo governo por representar a fase burguesa da revolução, já que fora convocada pelo Governo Provisório. Em seu lugar foi reunido o III Congresso de Sovietes de toda a Rússia. O Congresso aprovou a Declaração dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado como introdução à Constituição, pela qual era criada a República Soviética Federativa Socialista da Rússia (RSFSR).
A guerra civil
O novo governo pôs fim à participação da Rússia na I Guerra Mundial, através do acordo de Paz de Brest-Litovsk assinado em 3 de março de 1918. O acordo provocou novas rebeliões internas que terminariam em 1920, quando o Exército Vermelho derrotou o desorganizado e impopular Exército Branco antibolchevique. Lenin e o Partido Comunista Russo (nome dado, em 1918, à formação política integrada pelos bolcheviques do antigo POSDR) assumiram o controle do país. A 30 de dezembro de 1922, foi oficialmente constituída a União de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A ela se uniriam os territórios étnicos do antigo Império russo.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

A ONU condena mais uma vez o embargo dos Estados Unidos A Cuba

O embargo dos Estados Unidos contra Cuba foi condenado pela maioria dos países na Assembleia Geral das Nações Unidas.
Esta foi a 18ª vez consecutiva que a ONU aprovou um texto onde pede o fim das sanções norte-americanas contra Cuba.
Cuba voltou a ter o apoio de quase todos os países contra o embargo norte-americano.
A Assembleia Geral da ONU pediu esta quarta-feira aos Estados Unidos o fim ao embargo comercial e financeiro que já está em vigor contra Havana há 47 anos.
Este pedido, surge depois de uma votação levada a cabo pela Organização das Nações Unidas sobre a necessidade de pôr fim ao bloqueio económico, comercial e financeiro: 187 países votaram a favor desta medida, enquanto Estados Unidos, Israel e Palau votaram contra. As Ilhas Marshall e a Micronésia optaram pela abstenção.

ONU condena embargo norte americano a Cuba

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Um Revolucionário do Mundo

"Nasci na Argentina; não é um segredo para ninguém. Sou cubano e também sou argentino e, se não se ofendem as ilustríssimas senhorias da América Latina, me sinto tão patriota da América Latina, de qualquer país da América Latina, que no momento em que fosse necessário, estaria disposto a entregar a minha vida pela liberação de qualquer um dos países da América Latina, sem pedir nada para ninguém, sem exigir nada, sem explorar ninguém."

"O caminho é longo e cheio de dificuldades. Às vezes, por extraviar a estrada, temos que retroceder; outras, por caminhar depressa demais, nos separamos das massas; em ocasiões, por ir lentamente sentimos de perto o hálito daqueles que pisam nos nossos calcanhares. Em nossa ambição de revolucionários, tratamos de caminhar o mais depressa possível, abrindo caminhos, mas sabemos que temos que nutrir-nos da massa e que esta só poderá avançar mais rápido se for alentada com nosso exemplo.»

"Toda a nossa acção é um grito de guerra contra o imperialismo e um clamor pela unidade dos povos contra o grande inimigo do género humano: os Estados Unidos da América do Norte. Em qualquer lugar que a morte nos surpreenda, que seja bem-vinda, sempre que esse, nosso grito de guerra, tenha chegado até um ouvido receptivo, e outra mão se estenda para empunhar nossas armas, e outros homens se prestem a entoar os cantos pesarosos com estrondos de metralhadoras e novos gritos de guerra e de vitória.»

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Hasta Siempre


Até sempre Comandante

Aprendimos a quererte
Desde la histórica altura
Donde el sol de tu bravura
Le puso un cerco a la muerte.


Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.


Tu mano gloriosa y fuerte
Sobre la historia dispara
Cuando Santa Clara
Se despierta para verte.


Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.


Vienes quemando la brisa
Con soles de primavera
Para plantar la bandera
Con la luz de tu sonrisa.


Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.


Tu amor revolucionario
Te conduce a nueva empresa
Donde esperan la firmeza
De tu brazo libertario.


Aquí se queda la clara,
La entrañable transparencia,
De tu querida presencia
Comandante Che Guevara.


Seguiremos adelante
Como junto a ti seguimos
Y con Fidel te decimos:
Hasta siempre comandante.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Não ao golpe de Estado nas Honduras

Não ao golpe de Estado nas Honduras
Em solidariedade com o povo hondurenho e ao seu Presidente legítimo
A Rede em Defesa da Humanidade, pretende chamar a atenção do mundo para se manifestar contra a violência e repressão que está vivendo o povo hondurenho para defender o presidente constitucional da nação Hondurenha.
Cada minuto que passa agrava-se o conflito em frente da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, o gás lacrimogêneo tem derrubado todos os manifestantes. A repressão do povo hondurenho e a perseguição de seus líderes está tomando um pedágio de cada vez. Teme-se que as tropas do exercito envadam a embaixada. Chamamos a atenção para as implicações políticas que esses factos tem para toda a região.
Nenhuma democracia pode funcionar sob cerco.
Confrontados com um ataque de tal magnitude, a reacção dos povos latino-americanos e da comunidade internacional, teria que ser imediata e enérgica.
Novamente pedimos à opinião pública internacional para exigir que sejam respeitados os direitos legítimos do povo de Honduras.
E que continuem a apoiar o presidente legítimo Manuel Zelaya.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009


Liberdade para os 5 Cubanos presos nos Estados Unidos da América

O presidente do Parlamento Cubano, Ricardo Alarcón, apelou neste sábado em Havana à condição de homem decente de Obama e capaz de fazer justiça. Alarcón esclareceu que nunca pensou em fazer esse pedido porque havia "um bandido" na Casa Branca, referindo-se ao presidente anterior dos EUA, George W. Bush.
O governo de Havana insiste para que o Presidente Obama ordene as libertações sem recorrer a nenhum tribunal, especialmente após uma recente decisão da Corte Suprema americana que não aceitou uma apelação para revisar a pena dos cubanos.
Gerardo Hernández
René González
Ramón Labañino
Fernando González
Antonio Guerrero
foram condenados em 2001 a penas que variam entre 15 a 30 anos, e alguns com prisão perpétua, por espionagem e conspiração nos Estados Unidos e por serem agentes não registrados de um governo estrangeiro, entre outras acusações.
As autoridades cubanas confirmaram que eles eram agentes, mas que procuravam impedir actos terroristas contra Cuba e que não representavam uma ameaça para a segurança dos Estados Unidos.

Movilización mundial por los Cinco cubanos presos en EEUU